Desloco-me num passo trôpego, cansado,
Ébrio de pensamentos e ilusões.
Passo após passo numa estrada longa, sem rumo.
Uma vida de obstáculos e provações.
Ao menos alguém parasse esta vontade de infinito.
Aproxima-se a noite dos silêncios distantes.
Dispo a minha roupa de herói ferido em combate
E fico só,
Refém de um sonho ausente.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Letras
Às vezes, apetece-me escrever letras soltas,
Só letras sem ordem nem contexto.
Tirar de vez o sentido ao mistério das palavras
E criar sequências ilógicas de um sentido que não existe.
Só letras sem ordem nem contexto.
Tirar de vez o sentido ao mistério das palavras
E criar sequências ilógicas de um sentido que não existe.
sexta-feira, 25 de março de 2011
O Sono e o Sonho
O meu sono é feito de chuva de lágrimas do céu e da lua.
Os sonhos esquecidos são manhãs de nevoeiro,
A noite magnifica o ser em repouso triste e só.
Acordo de olhos enublados, cansados, nús de sentimento,
E o corpo lento, sonâmbulo...
Os sonhos esquecidos são manhãs de nevoeiro,
A noite magnifica o ser em repouso triste e só.
Acordo de olhos enublados, cansados, nús de sentimento,
E o corpo lento, sonâmbulo...
sábado, 19 de março de 2011
Incertezas
Conversa ou convicção?
Uma ordem fora de contexto,
Um verso que não rima,
A crença num futuro próximo.
Detectives da mente sem resultados.
Sentenças pronunciadas com base no engano.
Os senhores das grandes palavras,
Ou os vultos que não deixam marcas confessáveis.
Salário, vencimento, contrato a prazo, desilusão,
Dicionário decassilábico de gente sem razão.
Uma ordem fora de contexto,
Um verso que não rima,
A crença num futuro próximo.
Detectives da mente sem resultados.
Sentenças pronunciadas com base no engano.
Os senhores das grandes palavras,
Ou os vultos que não deixam marcas confessáveis.
Salário, vencimento, contrato a prazo, desilusão,
Dicionário decassilábico de gente sem razão.
A Escrita
Poderia falar de cores, paisagens ou de situações,
Poderia teatrealizar-me em versos de fino recorte.
A escrita que me invade não obedece a rituais.
Posso falar da fé,
Posso falar porventura deste anseio que me persegue,
Posso falar de mim... Triste sorte.
Poderei falar ou não falar.
A escrita é livre e solta,
São letras soltas que comovem os olhos dos leitores.
O pensamento, a emoção das palavras.
O escritor encena-nos,
O escritor conta uma história ao leitor.
A escrita somos nós e o enredo,
Dizem horrores ou sofrimentos,
Dizem deste anseio que é o absurdo da nossa vida de trabalho,
Um quotidiano de trabalhar para viver,
Uma casa por amortizar ou uma criança a crescer.
A escrita faz-nos patetas ou tristes.
Eu sou a escrita do sentimento alheio, do momento que passa,
O entardecer ou amanhecer,
Sou o nocturno,a orquestra.
Sou o verso oculto maldito.
Ou talvez algo mais,
Ou talvez alguem com certa disposição por algo mais fácil,
Domingueiro como dita a tradição ancestral.
Escuto os conselhos dos outros e fico só,
Só e temente a Deus.
Poderia teatrealizar-me em versos de fino recorte.
A escrita que me invade não obedece a rituais.
Posso falar da fé,
Posso falar porventura deste anseio que me persegue,
Posso falar de mim... Triste sorte.
Poderei falar ou não falar.
A escrita é livre e solta,
São letras soltas que comovem os olhos dos leitores.
O pensamento, a emoção das palavras.
O escritor encena-nos,
O escritor conta uma história ao leitor.
A escrita somos nós e o enredo,
Dizem horrores ou sofrimentos,
Dizem deste anseio que é o absurdo da nossa vida de trabalho,
Um quotidiano de trabalhar para viver,
Uma casa por amortizar ou uma criança a crescer.
A escrita faz-nos patetas ou tristes.
Eu sou a escrita do sentimento alheio, do momento que passa,
O entardecer ou amanhecer,
Sou o nocturno,a orquestra.
Sou o verso oculto maldito.
Ou talvez algo mais,
Ou talvez alguem com certa disposição por algo mais fácil,
Domingueiro como dita a tradição ancestral.
Escuto os conselhos dos outros e fico só,
Só e temente a Deus.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Reticências
Ilusões,
Sôfregas crenças,
Futuro feito de reticências.
O vazio de ser estatística derrotista
Numa mente cansada e saudosista.
Vou deambulando sem rumo certo
Apalpando, às cegas, por um caminho
Que me traga esperança e vontade
De seguir o meu misterioso destino.
Sôfregas crenças,
Futuro feito de reticências.
O vazio de ser estatística derrotista
Numa mente cansada e saudosista.
Vou deambulando sem rumo certo
Apalpando, às cegas, por um caminho
Que me traga esperança e vontade
De seguir o meu misterioso destino.
sábado, 13 de setembro de 2008
Fantasmas
A incerteza entranha-se nos meus poros,
Assim durmo, acordo e vou vivendo aos poucos
Não sabendo muito bem como a vida é.
Emudeço e permaneço quieto.
As ilusões,
Os fantasmas do presente...
Rostos que se perderam em destinos do passado.
Assim durmo, acordo e vou vivendo aos poucos
Não sabendo muito bem como a vida é.
Emudeço e permaneço quieto.
As ilusões,
Os fantasmas do presente...
Rostos que se perderam em destinos do passado.
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