Sim, eu...
Não te esqueças que sou sempre eu
Que todas as noites se transforma em sombras do passado...
E que sempre fecha a janela ao mundo exterior,
E se deixa adormecer ao ensurdecedor momento
Em que tudo é e continuará ilusório, vago e ancestral.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Esquecimento
A tua breve e tardia carícia,
Repousa agora em minha sombria memória.
O que poderia ter sido possível,
Provavelmente não passará de recordação esquecida
Dia nublado de mais uma tarde em Lisboa.
Em ondas, montanhas e nuvens,
Os meus olhos vagueiam.
O frio da paisagem é,
Numa fotografia de ontem,
Tudo o que conservo de meu.
O abandono também me pertence...
Tudo o que é noite,
Tudo o que é real,
Esqueço a cada gesto,
Em cada ruga do meu rosto.
Repousa agora em minha sombria memória.
O que poderia ter sido possível,
Provavelmente não passará de recordação esquecida
Dia nublado de mais uma tarde em Lisboa.
Em ondas, montanhas e nuvens,
Os meus olhos vagueiam.
O frio da paisagem é,
Numa fotografia de ontem,
Tudo o que conservo de meu.
O abandono também me pertence...
Tudo o que é noite,
Tudo o que é real,
Esqueço a cada gesto,
Em cada ruga do meu rosto.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
O Futuro
O futuro é pálido narcisismo
Que se esconde na banal luta interior
Do ser invisível, individual.
Que se esconde na banal luta interior
Do ser invisível, individual.
Todos nós morremos tantas vezes na vida...
Ontem acreditámos, amámos e sofremos,
Hoje a realidade e a revolta da ficção,
Amanhã a confusão de fios que se atam em nós
Feitos de sentimentos
Que mistura real, imaginário, emoção.
Amanhã a confusão de fios que se atam em nós
Feitos de sentimentos
Que mistura real, imaginário, emoção.
O homem pensando no futuro
Pergunta o que lhe está destinado...
Ciclo de vida ainda por se inventar,
Real que se constrói e se reforma e se torna a transformar.Só o nada ou o vazio nos faz parar,
Mas mesmo o nada é alguma coisa
Se tivermos o consciente desejo de novamente começar.
Se tivermos o consciente desejo de novamente começar.
Marginal de Vida
Um a um,
Cada sentimento,
Foi-me arrancado do meu peito.
O meu discernimento,
A razão,
Como homem refém de vida.
Sobrou o horror e o ser ausente
Que me fazem sentir marginal sem culpa aparente.
Vazio fiquei,
Inerte continuei.
Sem abraços ou flores no meu caminho.
Nem revolta sentia,
Quieto no meu ténue mundo.
Só som de cor neutra,
Som longínquo de mar.
A minha real presença,
Sem realidade de sensações.
Só receio e frio.
Um desfiar de horas mórbidas em suaves palpitações
Com ponteiros de horas e minutos que desmaiam,
Um relógio de complacência e encolher de ombros.
Cada sentimento,
Foi-me arrancado do meu peito.
O meu discernimento,
A razão,
Como homem refém de vida.
Sobrou o horror e o ser ausente
Que me fazem sentir marginal sem culpa aparente.
Vazio fiquei,
Inerte continuei.
Sem abraços ou flores no meu caminho.
Nem revolta sentia,
Quieto no meu ténue mundo.
Só som de cor neutra,
Som longínquo de mar.
A minha real presença,
Sem realidade de sensações.
Só receio e frio.
Um desfiar de horas mórbidas em suaves palpitações
Com ponteiros de horas e minutos que desmaiam,
Um relógio de complacência e encolher de ombros.
Gramática
O Por vezes não chega,
O mais ou menos ou o talvez não sossega.
Quero a certeza, o conceito, a afirmação,
Irritante a hesitação.
Contudo, todavia, no entanto, porém
Acrescenta informação,
É um crescendo,
Uma teatralização.
Os substantivos, os nomes dizem o real,
Só o sonho, o nosso inconsciente sugere o surreal.
Os advérbios ajudam à construção do texto,
Os verbos indicam uma acção,
O adjectivo caracteriza um nome.
A gramática do falar e do viver
É comunicação que nos ajuda a entender.
É linguagem sonora, visual e gestual
Que faz com que o ser seja verdadeiramente intelectual.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Ternura
O cabelo que afagas
Com um pente de dedos
É ternura líquida
Que se evapora ao sol ardente.
Os beijos que trocamos
São papoilas nos campos,
Delicados e ardentes.
E quando nos unimos,
Loucos de desejo
É como uma dança de um lençol solto ao vento
Fumo um cigarro
E o fumo desenha as tuas formas pelo ar.
Com um pente de dedos
É ternura líquida
Que se evapora ao sol ardente.
Os beijos que trocamos
São papoilas nos campos,
Delicados e ardentes.
E quando nos unimos,
Loucos de desejo
É como uma dança de um lençol solto ao vento
Fumo um cigarro
E o fumo desenha as tuas formas pelo ar.
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