quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

As Liçoes

Erroneamente lá dizias o dizer da obrigação da lição estudada.
Eu, estudante aplicado acenava aos dizeres e gracejava com significados que a mim me faziam sentido.
A minha escrita lenta...
Fugia-me a mão à palavra solta e apontava o gracejo de humor corriqueiro na tua voz.
A cortina bonita na janela, mesmo perto de ti e eu a olhar o superior pensamento de quem sabe.

Embrulhei o raminho de flores
E lancei-o como quem não sabe o como e o porquê...
O derrame de lucidez...
O instante do sonho de morte...
Sou sempre eu, distante, inconstante.
Choro a solidão, sou companheiro de alma sujo e gasto por esta Lisboa que vive de pensamento de rumo perdido.

O futuro não nos pertence, o encantamento divino de alma errante é o retrato que conservo dentro de um mistério de humanidade, luz, poema, canção, sorriso, choro, ou leve fechar de olhos, alheamento dos sentidos ou convulsão frenética.
Tudo faz parte da nossa existência.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Eternidade

O homem, o ser ausente e presente.
O homem só começa quando acaba...
A mulher, a suave aparência de ser o que é.
A continuação do sonho começado.
Um beijo, ténue, mudo
E a transparência de eternidade.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Obrigado

Lisboa, eterna cidade,
A minha cidade que não tem idade,
Acaso de indiferença onde cumpro a minha sentença.


Se careço de existência
Aceito a boa vontade.
Seja alegria, bondade ou orgulho ferido,
A magia é ilusão, a todos digo muito obrigado.


Verbos descontentes,
Angustia de procura num verbo abrangente.
Sangue frio, cabeça erguida, coração nas nossas mãos.

A vida é uma verdade inconsequente, transparente
O amor é a minha palavra em contemplação.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O Conceito

O conceito é uma maneira de ver o mundo.
O conceito é um diálogo constante entre teoria e conhecimento.
Eu defendo a universalidade e a metalinguagem, pois nada é estático, a filosofia é um conceito inventado e não há verdades absolutas, tal como o que digo pode ser contradito por alguém mais bem informado que eu ou com outro tipo de conceitos.
Claro que existe o respeito em não invadir a propriedade intlectual alheia e isso acontece vezes sem conta, mas não fui eu que inventei o conceito de liberdade nem a democracia, a religião é fundamental tal como quem em Deus acredita.
A realidade nesta sociedade actual é circunstancial. Nada do que é tem esse valor. A miséria é aflitiva e tenta-se esconder isso com conceitos de ser e parecer. A realidade não é o que nos mostram, mas o que tentam perceber.
Com tudo isto surge a componente da informação, propaganda, media, actores sociais, cultura, estado, conteúdo intelectual, empregos, favores, ou seja, tudo.
O nosso futuro e passado é construido neste pressuposto de acordo com os nossos valores de identidade nacional e interesses estrangeiros. Por vezes há oportunidades que escapam ao senso comum. Há que analisar pontos fortes e fracos, contrapartidas, relevância, exclusividade e ter consciência do nosso valor e do que representamos.

sábado, 27 de outubro de 2007

Sentidos

O poder da palavra vem enfim até nós
E abandona um sentimento de saudade.
Surpreendemente não me vejo a reflectir o que já foi dito
E isso oculta o que não se diz.
Sublinho o transcendente,
Máscara do que realmente sou e perco a cada minuto que passa.
Descanso do sentido táctil.
Conforto do sentido estético que persegue a morte do belo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A Palavra Certa

Sofro a cada momento que passa
A angustia virtual.
A busca da palavra certa
Que me cure deste mal.

A verdade?
Mentira, engano, sofrimento,
Compêndio de mágoas feitas de prazer.

O Humor

Em palavras dizer-te do entusiasmo que me leva a dizer o que julgamos saber.
A aparência de sermos cúmplices na gargalhada vã, o dialogar devorador.
Irrealidade fantasista, um emaranhado de palavras que busca a cumplicidade de um um sorriso.
Despedimo-nos na escada e magicamos o conforto de honestidade e dedicação.

Um instante feliz que se derrama numa torrente de leveza de espirito.

Compreendo a futilidade e as palavra diárias que nos respondem a anseios de curiosidade taciturna.

O humor por vezes é preconceituoso, humilhação e resíduo tóxico de dimensão superficial, a magia intlectual de frontalidade que não rima na minha paciência de conceito trocado. O humor é sempre falsificação de ordem estabelecida que morre na sua própria essência de contra senso.