O imenso céu azul que todas as noites escurece,
As trevas...
Silêncios distantes
Que nada dizem,
Os pontos cardeais,
Acasos de memória e de lucidez,
A mesma canção que ouço até ao limite do infinito,
Do insano...
Os mesmos nomes,
O olhar felino cúmplice,
A expressão de tédio num cenário de Verão.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Ira das Palavras
A ira das palavras já não habita no meu corpo,
Agora o sonho, a dispersão.
Aves voam livremente no horizonte,
Um gato brinca, desamparado.
Ouço tudo com um ténue sentido
E uma caneta que gemendo,
Escreve poemas de luz, mistério e noite escura.
Agora o sonho, a dispersão.
Aves voam livremente no horizonte,
Um gato brinca, desamparado.
Ouço tudo com um ténue sentido
E uma caneta que gemendo,
Escreve poemas de luz, mistério e noite escura.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O Silêncio das Palavras
Sôfregas e exclamativas pessoas
Guiando ao espaço palavras vãs
Que ocupam campos, montanhas, vales,
Cidades e aldeias,
Palavras feitas de olhares, estrelas e melancolia.
As cigarras, os pássaros, o mocho,
O que é comum
E o meu próprio pensamento,
Tudo em suspenso,
Tudo é apenas momentâneo ou futuro previsível.
Olho-me no espelho do invisível
Oásis mortal de queixas de mim,
Não sei se aparento o que sou...
O mundo consegue ser ensurdecedor...
E há inquietantes silêncios que dizem mais
Que qualquer maior discurso iluminado.
Guiando ao espaço palavras vãs
Que ocupam campos, montanhas, vales,
Cidades e aldeias,
Palavras feitas de olhares, estrelas e melancolia.
As cigarras, os pássaros, o mocho,
O que é comum
E o meu próprio pensamento,
Tudo em suspenso,
Tudo é apenas momentâneo ou futuro previsível.
Olho-me no espelho do invisível
Oásis mortal de queixas de mim,
Não sei se aparento o que sou...
O mundo consegue ser ensurdecedor...
E há inquietantes silêncios que dizem mais
Que qualquer maior discurso iluminado.
O Que Vejo
Peço boleia a multidões de estranhos
Que espreguiçam noites mal dormidas,
Conhecem-me...
Fico a cismar...
Revisito-me no teatro do real,
Estou sozinho para o bem e para o mal.
Consigo identificar algumas personagens que sou:
A tristeza, a alegria fugaz, a nuvem cinzenta em Agosto.
Será que me vou reconhecer amanhã?
Serei o mesmo que se viu hoje ao espelho?
Óbvio, soturno?
A janela do meu quarto mostra-me um mundo
De sentimentos agrestes.
Tento-me acalmar
Questiono a aparência,
Os sinais,
O dia, a noite
A vida e a morte
Mas nunca encontro respostas.
Questiono a aparência,
Os sinais,
O dia, a noite
A vida e a morte
Mas nunca encontro respostas.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Hoje
Hoje vou escutar o vermelho
De uma lareira quente e acolhedora.
Hoje vou sentir o verde
Que nos segreda uma canção
De tudo o que é eterno e genuíno.
E olhar o céu,
Contemplar as estrelas...
Hoje vou relembrar os eternos momentos sadios
Celebrando o amor e a paz
Que reside dentro da minha alma,
Dentro do meu coração.
De uma lareira quente e acolhedora.
Hoje vou sentir o verde
Que nos segreda uma canção
De tudo o que é eterno e genuíno.
E olhar o céu,
Contemplar as estrelas...
Hoje vou relembrar os eternos momentos sadios
Celebrando o amor e a paz
Que reside dentro da minha alma,
Dentro do meu coração.
domingo, 31 de março de 2013
Sempre que Tento
Sempre que tento, falho.
Sempre que acordo com alguma ideia, teoria ou conspiração
Deixo o pensamento amainar em negação .
Quando vou, paro estático.
A confusão é constante,
A realidade delirante,
E se agora irradio uma esfuziante alegria incontida,
Em outro momento ignoro-me em horas de tédio,
Sonâmbulo...
Sofro horrores,
Confesso as minhas mágoas ao vento,
E ele deixa-as ir,
Uma a uma,
Por cima de casas, árvores e mar,
Voam para longe.
E eu,
Contemplativo,
Fico mais eu,
Tão distante e, ao mesmo tempo, tão próximo de mim.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Fado
Uma melodia que traz consigo saudade.
O ritmo pausado,
Acordes de guitarra portuguesa.
O traje negro é,
Tal como a música,
Tal como a música,
Um viúvo chorando diante a imagem da sua amada.
Uma voz em jeito de se perder...
Versos soltos, delicados
Fazem o mundo comover-se
Ao escutar tão solene cantar soluçado.
Há no fado
Uma singular melancolia
Que, mesmo parecendo distante e só,
Carrega em si um peso de intensa tradição, magia.
Há no fado
Uma singular melancolia
Que, mesmo parecendo distante e só,
Carrega em si um peso de intensa tradição, magia.
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