Maré de braços no ar,
Asas soltas pelo espaço,
Ritmos de folclore de luzes e cores.
O meu corpo nu,
Cansado de batalhas distantes,
Fechado em casulo de orquestras
Ensurdecedoras ao ouvido
Que não ousa silenciar o real
Da nota musical.
Numa gramática de composição,
Clave de sol,
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó,
Cantado pelo coro de anjos
Na terra e no céu.
Nocturno jeito de ser
Que procura em vão compreender,
Diário, romance, intriga, mistério,
Filme de acção
Que na viagem carrega
Sabedoria, cumplicidade, abstracção.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Harmonia
Aventuro-me na escrita,
Letras, palavras, frases,
Tudo preso por novelos,
Fios embaraçados soltos no canto,
Linhas de pensamento,
Metáforas, comparações,
Ousadia, audácia, exclamações.
Procuro o abstracto, o nexo, o sentimento,
Onde possa descansar no sono,
No colo das palavras.
Ao virar da folha acordar em realidades de sombra,
A eterna imaginação de janela solta à magia.
Com delicadas mãos
Letras, palavras, frases,
Tudo preso por novelos,
Fios embaraçados soltos no canto,
Linhas de pensamento,
Metáforas, comparações,
Ousadia, audácia, exclamações.
Procuro o abstracto, o nexo, o sentimento,
Onde possa descansar no sono,
No colo das palavras.
Ao virar da folha acordar em realidades de sombra,
A eterna imaginação de janela solta à magia.
Com delicadas mãos
Construo o poema,
As rimas, as estrofes,
O verso,
As rimas, as estrofes,
O verso,
Como se o que escrevesse
Fosse harmonia,
Pronome pessoal do comum,
Do tudo, do real, do invisível,
Do universo.
Fosse harmonia,
Pronome pessoal do comum,
Do tudo, do real, do invisível,
Do universo.
domingo, 12 de maio de 2013
Equilibrio
Equilibro-me entre manhãs
De palavras apressadas
E a tarde,
Imponderável tempo comum
Que dorme com a angustia e o cansaço.
Por fim,
Quando os candeeiros se acendem
E não há luz do Sol,
Começa a noite,
Noite escura de poses, de rostos,
De fingimentos, de ritos e tribos,
De gatos cinzentos e pássaros nocturnos.
Noite,
Memória imperfeita,
Cicatriz de pensamento.
Noite,
Silêncio em forma de passagem
Com ideias sonolentas
No pensamento que adormece.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Eu
Retrato vago,
Constante e delirante busca do eu em elementos marginais a si mesmo.
Solidão.
Definição desencontrada, exaltação, empirismo, mito de narciso.
Manipulação rítmica,
Intimidade partilhada em contextos de humor íntimo,
Identificação de noite e amor, tal como a noite é escura e as ilusões desvanecidas.
Sofrimento interior, cumplicidade
E é como que elemento que derruba a convicção do real,
O eu somos nós ou a razão louca e fugidia que nos ultrapassa.
Estados emocionais de exaltação, estados depressivos.
Sentimentos gritantes, conceitos, ideias, valores, contradições, humor, magia, simbolismo e futurismo enraizados em portugalidade.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Horizonte
A terra, o espaço e o mar,
A linha do horizonte,
Ténue margem entre o ir e o ficar.
Constante hesitação
De tudo sofrer e nada poder dar.
Olhos cintilantes na noite sem sono,
Estrelas no céu,
Os anjos não ouvem as minhas preces,
A todos o meu comovido adeus.
Variação de humor ao som de violinos,
Orquestra sinfónica,
No Domingo os sinos,
Quadro expressionista,
Emoções anímicas.
A linha do horizonte,
Ténue margem entre o ir e o ficar.
Constante hesitação
De tudo sofrer e nada poder dar.
Olhos cintilantes na noite sem sono,
Estrelas no céu,
Os anjos não ouvem as minhas preces,
A todos o meu comovido adeus.
Variação de humor ao som de violinos,
Orquestra sinfónica,
No Domingo os sinos,
Quadro expressionista,
Emoções anímicas.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Em Busca do Sonho
Não sei se consigo capturar
O momento, o instante,
O negativo ou radiografia,
Revelação ou rebeldia.
Olhando o passado,
O instante presente,
Vejo o filme, o concreto,
A história ausente,
A realidade aparente.
Em noites de esquecimento,
Onde dançam as ondas
E os gestos gráficos,
Em procissões de inocência e fé,
Em ambientes místicos, distantes,
Em ambientes místicos, distantes,
Na invenção de rituais
De mãos rezando por um dia
De esperança, de consolação,
De mãos rezando por um dia
De esperança, de consolação,
É onde me encontro,
É onde o eu é um eu mais que um todo.
Na sombra do desconhecido,
Na expressão comum,
Na cor que grita,
No monumento,
O meu ser anónimo faz a sua morada
E, assim, não me acho tão só,
Deixo-me encontrar,
Personificar, vaguear,
E descubro no real,
No singular, na unidade,
O que há de mais complexo
No meu ser,
Na minha alma.
No meu ser,
Na minha alma.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Dúvida
Suspeito que no meu pensar
Tudo não passe de mero fingimento do real,
Peça encenada de papéis, actores, cenários neutros,
Mãos e fios que me fazem mexer,
Deambular ao acaso...
Sou fantasma de palavras singulares
Que ouço e volto a ouvir
Até ao limite do movimento
Articulado e impreciso do meu nome.
Mãos que escutam os meus olhos,
Como acordes de guitarra,
Memória de madrugadas,
Olheiras vincadas no rosto,
Cegueira de ver mais além.
A dúvida é matriz de pensamento e emoção.
Tudo é tão vago e misterioso.
Difícil a tarefa de concretizar a razão,
Dar cor ao comum imprevisível.
A minha sombra,
Solta nota musical,
Alfabeto de hieróglifos indecifráveis.
Tudo não passe de mero fingimento do real,
Peça encenada de papéis, actores, cenários neutros,
Mãos e fios que me fazem mexer,
Deambular ao acaso...
Sou fantasma de palavras singulares
Que ouço e volto a ouvir
Até ao limite do movimento
Articulado e impreciso do meu nome.
Mãos que escutam os meus olhos,
Como acordes de guitarra,
Memória de madrugadas,
Olheiras vincadas no rosto,
Cegueira de ver mais além.
A dúvida é matriz de pensamento e emoção.
Tudo é tão vago e misterioso.
Difícil a tarefa de concretizar a razão,
Dar cor ao comum imprevisível.
A minha sombra,
Solta nota musical,
Alfabeto de hieróglifos indecifráveis.
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