A mão sussurra o papel no macio de pena,
A escrita momentânea traduz o fecundo segundo de ausência,
Um embutido de planície no móvel de estrada,
A face dos desejos ainda desesperando,
Ainda fecunda, reluz a mão e o assunto da forma,
Verso aritmético, um tique morto,
Uma luz, tudo um projecto, uma saliência na cara,
O deserto, o entrudo do corpo,
Normalmente, no precipício da forma de cantar
Surge a alma como uma linha oblíqua.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Livro Plano
Em dias que encerro o livro plano das palavras,
A certeza de ser dia e noite e uma estrela que sorri
Nem me convence que, por vezes, é cedo a confusão,
É tudo momento pardo e calmo
Como uma solução arrastada ao limite
De ambição do escuro,
Entendo o que revejo, assim, encimesmado,
Ainda resiste o conceito, ainda mais razão e justiça,
Tudo em ordem e sem demoras,
Porém, é certo, tudo é quadrado e falso, aparente,
Quando o resultado é triste,
A noite aumenta, resiste, inevitável
Á margem de manobra, ao acenar a prosa dos dias
No movimento das ondas da praia que longe fico.
A certeza de ser dia e noite e uma estrela que sorri
Nem me convence que, por vezes, é cedo a confusão,
É tudo momento pardo e calmo
Como uma solução arrastada ao limite
De ambição do escuro,
Entendo o que revejo, assim, encimesmado,
Ainda resiste o conceito, ainda mais razão e justiça,
Tudo em ordem e sem demoras,
Porém, é certo, tudo é quadrado e falso, aparente,
Quando o resultado é triste,
A noite aumenta, resiste, inevitável
Á margem de manobra, ao acenar a prosa dos dias
No movimento das ondas da praia que longe fico.
Nada É Suposto
A emoção tardia no ar de te sentir distante, parada,
Neste jeito ténue de mosca, pardo e meigo,
A essência de embaraço como um jardim ambíguo e calmo,
Nossos passos lentos, juntos, calmos em forma de nudez,
O presságio de canto, o cisne tosco, embaciado junto de mim,
Nada já vive dentro de mim, um jarro de memórias brandas, fuga de beirais
Ao infinito de alma,
Restando a onda, a luz que acalma, o riso,
Lento, guerreiro parado num canto de imagem, circulando a face do gesto,
Quando paro, quando o teatro resiste,
Quando a mão é gesto e traduz
A descontracção de rasto de paisagem ainda distante.
Nada é suposto, respiro a calma e a mão desliza cansada de tacto e afecto nu.
Neste jeito ténue de mosca, pardo e meigo,
A essência de embaraço como um jardim ambíguo e calmo,
Nossos passos lentos, juntos, calmos em forma de nudez,
O presságio de canto, o cisne tosco, embaciado junto de mim,
Nada já vive dentro de mim, um jarro de memórias brandas, fuga de beirais
Ao infinito de alma,
Restando a onda, a luz que acalma, o riso,
Lento, guerreiro parado num canto de imagem, circulando a face do gesto,
Quando paro, quando o teatro resiste,
Quando a mão é gesto e traduz
A descontracção de rasto de paisagem ainda distante.
Nada é suposto, respiro a calma e a mão desliza cansada de tacto e afecto nu.
Palidez de Maio
E depois tiraram-me a palidez de Maio,
Ao de leve, esvoaçante paz de Abril,
O sorriso da estação nua,
A fronteira quebrada em meus braços,
A miragem estendida, olfacto em quebranto,
Rege-se o desencanto, o ar tumefacção,
O corpo cinza em sangue encoberto de dor,
A batalha do fogo raso,
A influência do nada e vazio de nada entregue em nós,
De nós sem eu e eu sem nada no que sou
Achas do convés que acena a razão,
O navio parte em maré, não regressa o navio,
Fechado, mudo, marginal e semi-breve,
Entoando a face dos afectos encenados num esgar,
Numa alegoria em três passos de desfalecer.
Ao de leve, esvoaçante paz de Abril,
O sorriso da estação nua,
A fronteira quebrada em meus braços,
A miragem estendida, olfacto em quebranto,
Rege-se o desencanto, o ar tumefacção,
O corpo cinza em sangue encoberto de dor,
A batalha do fogo raso,
A influência do nada e vazio de nada entregue em nós,
De nós sem eu e eu sem nada no que sou
Achas do convés que acena a razão,
O navio parte em maré, não regressa o navio,
Fechado, mudo, marginal e semi-breve,
Entoando a face dos afectos encenados num esgar,
Numa alegoria em três passos de desfalecer.
Indefinição
O indefinível é incomensurável no sentido expressivo,
A quantificação do número infinito de fim é um regresso
À ideia de processo sistemático, matemático, inclassificável
Da probabilidade se estender ao sempre incompleto momento de aparência do conceito
Imutável, lento e complexo em se definir como um pronuncio de gramática
Ou tabuada que se esquece no tempo, no momento ou nunca se esquece,
Porque a certeza dorme inquieta em ciência de experiência
Que acrescenta a novidade e de novo qualquer coisa surge
Diariamente pois se transforma em progresso e conforto,
Em problema e interrogação ou um contínuo improviso
Porque os problemas surgem e de novo as soluções também se adequam
A sentir que realmente conseguir o enigma é um fado que persiste
Na escada passageira da irrisória conclusão.
A quantificação do número infinito de fim é um regresso
À ideia de processo sistemático, matemático, inclassificável
Da probabilidade se estender ao sempre incompleto momento de aparência do conceito
Imutável, lento e complexo em se definir como um pronuncio de gramática
Ou tabuada que se esquece no tempo, no momento ou nunca se esquece,
Porque a certeza dorme inquieta em ciência de experiência
Que acrescenta a novidade e de novo qualquer coisa surge
Diariamente pois se transforma em progresso e conforto,
Em problema e interrogação ou um contínuo improviso
Porque os problemas surgem e de novo as soluções também se adequam
A sentir que realmente conseguir o enigma é um fado que persiste
Na escada passageira da irrisória conclusão.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Tradições
A ambição de um problema no processo lento,
O musgo, o desenrolar do jornal,
Uma nuvem, uma planície de enigmas,
A manhã cansada,
A pimenta rosada,
Incontável nudez,
Ócio de sentir lentamente
Como se nada sentisse, ousasse,
O fado disforme como um lenço caído
Na escada de lembrança,
Varia a forma aritmética,
A composição variável,
Metáfora desabrigada de ser.
Subscrever:
Mensagens (Atom)