Há um mundo indecifrável em cada passo,
Há como uma espécie de magia em cada corpo espiritual e celeste
Na sua configuração terrestre e pessoal,
Na imaginária alma dos absolutos mistérios do pensamento
Que a todo o momento se concretiza no acto de serenamente
A fantasia se transformar em enredo de gesto ou de imagem aparente ou soturna,
Pois os desígnios do sagrado em todo o seu acto de reflexão
Atenuam a profunda causa de simbiótica apatia
E isso faz o corpo repousar e acalmar a dor espiritual ou irrascível de todo o ser humano
Que respira a onda grave e funda da face invisivel do desejo
Que a todo o instante como que incendeia o áspero sentido de olhar dentro,
Por dentro do enigma, no verso do incluso,
Na ave que repousa, no arauto de estátua,
No segredo marfim, a janela de luz ou o cetim do corpo a meia luz,
A calma de feiticeiros ou o original regresso da mensagem que volteia sem fim.
sábado, 21 de outubro de 2017
Secreto
O infinito número perdido somente em imensidão
Da parte que regressa a si mesmo,
Sempre destino ou nada que é novo e se encontra no absurdo de se encontrar,
Apenas algo inalcançável em vida, acordes modestos na pauta singular do secreto mimetismo,
Nada de novo e constante na incerteza de procura,
Em calmos e toscos absurdos ou desligar a mesma história embriagada e decadente
Que persegue os alentos, as vagas ilusões ou registo ou código doente,
Ou cor ou regra ou mesmo a desunião e falta de luz,
Porque a razão por vezes não chega,
A lógica destrói a vida ou talvez construa,
A questão nua e um sentido de enigma que ocorre como segundo sentido despido e mudo
Que regressa ao mundo como segredo,
Há todo este caminho desigual que fazemos sós
Porque a ambição respira e o corpo resvala em serenos assuntos
Da aparente matéria dos nossos sonhos.
Da parte que regressa a si mesmo,
Sempre destino ou nada que é novo e se encontra no absurdo de se encontrar,
Apenas algo inalcançável em vida, acordes modestos na pauta singular do secreto mimetismo,
Nada de novo e constante na incerteza de procura,
Em calmos e toscos absurdos ou desligar a mesma história embriagada e decadente
Que persegue os alentos, as vagas ilusões ou registo ou código doente,
Ou cor ou regra ou mesmo a desunião e falta de luz,
Porque a razão por vezes não chega,
A lógica destrói a vida ou talvez construa,
A questão nua e um sentido de enigma que ocorre como segundo sentido despido e mudo
Que regressa ao mundo como segredo,
Há todo este caminho desigual que fazemos sós
Porque a ambição respira e o corpo resvala em serenos assuntos
Da aparente matéria dos nossos sonhos.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Objeto Sensivel
São as vozes, são corpos inanimados,
O movimento da pele, o silêncio demorado,
A alma e os olhos acenam à noite um pálido regresso,
Um profundo sentir, uma sirene no fogo de saudade,
A este caminho de profundo caminhar
Meu castelo de dor, minha asa de compasso,
Ainda a luz inteira no corpo que resiste no calmo alvorecer da imagem
Que flutua como barco, náufrago á deriva de mim,
Em todos, em alguns,
Por um dia o meu todo, sem lenços, sem mágoas,
Sem choro porque o fado perde-se em esquinas, ruas
E ainda não acredito nas palavras, nos gestos como
Bêbados ou vagabundo em serenos desmaios de hostilidade
De acreditar em amanhãs rudes, incapazes de erguer de novo
O fogo da simetria do amor que toca nos dedos, no corpo mole,
Resiste no embaraço de todos os dias,
No lugar mais dentro que nos escapa de alcançar
No engano da sombra, no dia de terça feira,
Concreto e irreal como ousadia de querer sempre mais e nada querer,
Objecto sensível de sempre se perder.
O movimento da pele, o silêncio demorado,
A alma e os olhos acenam à noite um pálido regresso,
Um profundo sentir, uma sirene no fogo de saudade,
A este caminho de profundo caminhar
Meu castelo de dor, minha asa de compasso,
Ainda a luz inteira no corpo que resiste no calmo alvorecer da imagem
Que flutua como barco, náufrago á deriva de mim,
Em todos, em alguns,
Por um dia o meu todo, sem lenços, sem mágoas,
Sem choro porque o fado perde-se em esquinas, ruas
E ainda não acredito nas palavras, nos gestos como
Bêbados ou vagabundo em serenos desmaios de hostilidade
De acreditar em amanhãs rudes, incapazes de erguer de novo
O fogo da simetria do amor que toca nos dedos, no corpo mole,
Resiste no embaraço de todos os dias,
No lugar mais dentro que nos escapa de alcançar
No engano da sombra, no dia de terça feira,
Concreto e irreal como ousadia de querer sempre mais e nada querer,
Objecto sensível de sempre se perder.
Disperso
Agora um pedaço de mim,
A árdua memória em chamas,
Sol matinal na paisagem, o corpo celeste,
Ainda o festim nu, a história embriagada, indefinida no traço
Do acaso, semibreve, os sentidos do corpo, um leve acenar
Como recordações pálidas e gastas no casaco dos dias serenos,
Recorrer a metáforas como pedras ou um precipício
No ato de morrer todos os dias,
Todos somos um, todos, um,
Numero de símbolo ou abstrato de simetria,
A janela fechada no quarto,
O piano em silêncio descalço,
O murmúrio na planície ainda por nascer,
Enredos e fumo, emoção embaciada na porta deserta,
Portanto, números, nuvens negras,
Um ato de magia, transfusão de crescer em frente
Á parede do utópico jardim demente,
A vida de cetim, projetos irrealizáveis.
A árdua memória em chamas,
Sol matinal na paisagem, o corpo celeste,
Ainda o festim nu, a história embriagada, indefinida no traço
Do acaso, semibreve, os sentidos do corpo, um leve acenar
Como recordações pálidas e gastas no casaco dos dias serenos,
Recorrer a metáforas como pedras ou um precipício
No ato de morrer todos os dias,
Todos somos um, todos, um,
Numero de símbolo ou abstrato de simetria,
A janela fechada no quarto,
O piano em silêncio descalço,
O murmúrio na planície ainda por nascer,
Enredos e fumo, emoção embaciada na porta deserta,
Portanto, números, nuvens negras,
Um ato de magia, transfusão de crescer em frente
Á parede do utópico jardim demente,
A vida de cetim, projetos irrealizáveis.
Basta
A verde incoerência, o reflexo negro no silêncio de luz,
A ousadia de ambição, um momento a mais,
É eterna uma asa na casa que chora,
Enfim, um golpe de medo na esteira da margem de um soluço plano,
Por vezes carne, por vezes furor,
Não me reconheço senão lúcido em tons breves de ser gente,
A multiplicidade de mãos que estendem a paz
Que volteia e encontra o conforto neste jeito de alma,
Neste jeito já tardio de dizer sim mesmo descrente,
A rápida volta que somente nos pertence,
Sim é um cálido bocejo, um teatro de sombras,
Transporte de signos, sinais negros e com arestas sufocantes
Que todos os dias imitam animais presos, corpos nus de frio enrugados de dizer basta.
A ousadia de ambição, um momento a mais,
É eterna uma asa na casa que chora,
Enfim, um golpe de medo na esteira da margem de um soluço plano,
Por vezes carne, por vezes furor,
Não me reconheço senão lúcido em tons breves de ser gente,
A multiplicidade de mãos que estendem a paz
Que volteia e encontra o conforto neste jeito de alma,
Neste jeito já tardio de dizer sim mesmo descrente,
A rápida volta que somente nos pertence,
Sim é um cálido bocejo, um teatro de sombras,
Transporte de signos, sinais negros e com arestas sufocantes
Que todos os dias imitam animais presos, corpos nus de frio enrugados de dizer basta.
Sopro
O filme enrola os sentidos já descrentes
E como pássaros negros em fundo azul
A história é nua e breve como o amor.
Em suaves e pálidos amanheceres,
Em ondas de semi- semelhança,
Eterno naufrago em busca de luz e mago conforto
Na trova de flor em momento de papel secreto,
Na eterna simbiose de planos arquitetos de paz e fulgor,
Apenas só e sereno.
A estátua fria, a alma plana e voraz,
Os passos a medo ao fundo como pedintes
A imaginação traz-me um traço de mim plantado em outros
E a face esculpe objetos rítmicos,
A alquimia de estrelas no processo de Deus,
A cor embevecida na margem oca de um sopro.
E como pássaros negros em fundo azul
A história é nua e breve como o amor.
Em suaves e pálidos amanheceres,
Em ondas de semi- semelhança,
Eterno naufrago em busca de luz e mago conforto
Na trova de flor em momento de papel secreto,
Na eterna simbiose de planos arquitetos de paz e fulgor,
Apenas só e sereno.
A estátua fria, a alma plana e voraz,
Os passos a medo ao fundo como pedintes
A imaginação traz-me um traço de mim plantado em outros
E a face esculpe objetos rítmicos,
A alquimia de estrelas no processo de Deus,
A cor embevecida na margem oca de um sopro.
Cansaço
Ah, tudo é gasto e servil como enredo de folhetim de vão de escada,
A sombra do amor, o cheiro a terra molhada,
Tudo o que escapa aos sentidos num café demorado num dia que não chove não se acende.
Calmo e distante, nas ruas semibreves observo o céu e imagino talvez o instante,
Talvez o cinema, o amor em fuga, os passos demorados,
O dia despido em cor já desbotada que remendo em suaves contradições que rói a paciência.
Não me entendo por vezes neste dia como metáfora da memória,
E o momento acontece em cada caso, o presente reinventa-se a seu belo prazer,
Passa sem dizer adeus ou bom dia porque ainda não cresci,
Ainda não,
Amanhã esqueço e começo e a brisa vem, cálida, segredar-me o mar,
Sem corpo, sem rasto, sem lume
E descubro-me na febre, no suor, no sorriso,
No rubor da face, na janela do prédio aberta,
No gesto, no abecedário cansado, no verso,
No meu regresso
Ao entardecer de luz que respira o meu cansaço.
A sombra do amor, o cheiro a terra molhada,
Tudo o que escapa aos sentidos num café demorado num dia que não chove não se acende.
Calmo e distante, nas ruas semibreves observo o céu e imagino talvez o instante,
Talvez o cinema, o amor em fuga, os passos demorados,
O dia despido em cor já desbotada que remendo em suaves contradições que rói a paciência.
Não me entendo por vezes neste dia como metáfora da memória,
E o momento acontece em cada caso, o presente reinventa-se a seu belo prazer,
Passa sem dizer adeus ou bom dia porque ainda não cresci,
Ainda não,
Amanhã esqueço e começo e a brisa vem, cálida, segredar-me o mar,
Sem corpo, sem rasto, sem lume
E descubro-me na febre, no suor, no sorriso,
No rubor da face, na janela do prédio aberta,
No gesto, no abecedário cansado, no verso,
No meu regresso
Ao entardecer de luz que respira o meu cansaço.
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