Pó de destino
Distante, ausente,
Mas real na morte de emoção tardia,
Símbolo de cemitério de corpos
Na inconsciência alheia
Ao amor,
Arrastando o verso, enredo, o mar.
Maníaca condição de Destino,
Pássaro esvoaçando pelo sonho,
Pássaro esvoaçando solto pelo ar.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
Noite
Noite, trazes-me o teu enorme lamento,
Em sereno deslumbramento
Que me deixa sem matéria,
Sem palavras,
Pois tu tens silêncio
E insistes na escuridão
Que a minha alma,
Ao teu redor, se enreda
E se entrega,
A ti noite,
Na minha mais temente
Jura de absolvição.
Em sereno deslumbramento
Que me deixa sem matéria,
Sem palavras,
Pois tu tens silêncio
E insistes na escuridão
Que a minha alma,
Ao teu redor, se enreda
E se entrega,
A ti noite,
Na minha mais temente
Jura de absolvição.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Sentir-te
Relembro o amor
Em noite a amanhecer,
Quando o som de almofada,
E as curvas dos lençóis
Te desenhavam a paixão ardente
No teu corpo, na tua face
Tão delicada
Que julgo não haver comum mortal
A ousar a singeleza de morrer de amor por ti.
Em noite a amanhecer,
Quando o som de almofada,
E as curvas dos lençóis
Te desenhavam a paixão ardente
No teu corpo, na tua face
Tão delicada
Que julgo não haver comum mortal
A ousar a singeleza de morrer de amor por ti.
Enredo
Esta aflição de batalhar tudo e todos
Este desconforto que me tolha a vista,
Entre poemas de amor e solidão
Fico entre o humor que faz de vítima.
Não sei teatralizar-me em papeis que não são meus,
Sou personagem irreal a olhar para o nada,
O enredo não me pertence, o filme não sou eu,
Realidade nocturna que resvala em orquestra de alvorada.
sábado, 3 de agosto de 2013
Ausência
Uma noite de escuro,
Cores que falam no ambiente,
Turbulência,
É perder a alma
E agarrar a intensidade do momento
Num círculo de multidão de ausência.
Corpo que desafia o espaço,
Delírio de secreto gozo sem culpa ou perdão
Em indefinidas, inconstantes miragens
Que a música faz ao inconsciente
De olhos semicerrados
A olhar o que falta ainda por traduzir,
Invocam-se espíritos de outras eras,
Inventam-se histórias inconclusivas
Em marés de ondas,
Viagens ao processo de sentir o trivial
E, por fim, voltar a casa cheio de nada.
Cores que falam no ambiente,
Turbulência,
É perder a alma
E agarrar a intensidade do momento
Num círculo de multidão de ausência.
Corpo que desafia o espaço,
Delírio de secreto gozo sem culpa ou perdão
Em indefinidas, inconstantes miragens
Que a música faz ao inconsciente
De olhos semicerrados
A olhar o que falta ainda por traduzir,
Invocam-se espíritos de outras eras,
Inventam-se histórias inconclusivas
Em marés de ondas,
Viagens ao processo de sentir o trivial
E, por fim, voltar a casa cheio de nada.
Composição
Encruzilhada de versos, enredo marginal,
Solavanco de magia, cinema irreal.
Em composição enredada em inércia
O assunto muda, vice-versa,
Olha-se para o campo, para o ar
Que é mesmo ali à mão de semear
Com olhos vazios, cheios de nada
Acendemos o conceito de nobres palavras
E a acção muda de pessoa,
Muda o sentido, a direcção,
Mas acaba sempre como começou,
A tragicomédia do absurdo, da negação
Como filme de Chaplin
Ou livro de cabeceira
Que adormecemos
Em palavra de poeira.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Eterno Regresso
Vou começar a minha viagem
Interior ou exterior,
Tanto faz,
Viagem de fotografia,
Texto em verso,
Poema de afecto,
Bengala de memória turva
Em oceano de noites bravas
Que descubro no meu entender de observador
Da imagem que ficou.
Foto, imagem de ser, de pertencer.
As noites são escuras e não se recordam,
Impulso de cores,
Magnetismo de olhar em frente,
Mas marginal e autêntica
Na sua maneira de se confessar,
De se materializar
Em aceno a um barco que navega
À deriva no mar.
É instante que dura o tempo
Necessário para acertar relógios,
Despedida que faço da saudade
Do tempo que foi
E dura o tempo de canção que escuta
O processo de ter sido
E não volta atrás na pauta de música.
É um eterno regresso,
Tal como um livro impresso
Em virtual memória de palavra
Que discute o preço,
Pregão de varina,
Ou um bilhete de namorada há muito tempo na gaveta.
Interior ou exterior,
Tanto faz,
Viagem de fotografia,
Texto em verso,
Poema de afecto,
Bengala de memória turva
Em oceano de noites bravas
Que descubro no meu entender de observador
Da imagem que ficou.
Foto, imagem de ser, de pertencer.
As noites são escuras e não se recordam,
Impulso de cores,
Magnetismo de olhar em frente,
Mas marginal e autêntica
Na sua maneira de se confessar,
De se materializar
Em aceno a um barco que navega
À deriva no mar.
É instante que dura o tempo
Necessário para acertar relógios,
Despedida que faço da saudade
Do tempo que foi
E dura o tempo de canção que escuta
O processo de ter sido
E não volta atrás na pauta de música.
É um eterno regresso,
Tal como um livro impresso
Em virtual memória de palavra
Que discute o preço,
Pregão de varina,
Ou um bilhete de namorada há muito tempo na gaveta.
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